“Não comereis pão nem qualquer outro alimento fermentado; em todo lugar em que habitardes comereis pães matsá, ázimos!” – Êxodo 12:20

O consumo deste pão remonta à fuga dos hebreus do Egito, quando a pressa não permitiu a fermentação (Êxodo 12:39). Após a libertação, vagando pelo deserto, a farinha era misturada com água e assada em pedras.
Há também uma possível explicação cultural: a fermentação de cervejas e pães foi desenvolvida no Egito, e os hebreus poderiam ter evitado o alimento de seus inimigos. O pão ázimo, portanto, simboliza a libertação e a pureza (sem o “fermento do pecado”, como em 1 Coríntios 5:8).
Mesmo diante de tantas adversidades, o consumo do pão se manteve constante. Isso nos leva ao pensamento do quão importante é este alimento para a humanidade. No livro “Cozinhar”, Michael Pollan diz que para incitar revolta em qualquer cultura, basta aumentar o preço da farinha de trigo, pois o custo do alimento mais básico afeta negativamente a vida de todos.
Além da importância religiosa (como o corpo de Cristo na Eucaristia/Santa Ceia), o pão ázimo carrega uma importância antropológica: a construção de qualquer estrutura social é baseada em um alimento básico, que neste caso é apenas farinha e água. Sem sequer fermentar.

Pão Ázimo da Santa Ceia
Ingredientes
- 200 g de farinha
- 120 ml de água
- Sal
Instruções
- Misturar todos os ingredientes até a massa ficar uniforme.
- Se a massa estiver muito seca, adicione mais água (colher por colher). Se estiver muita úmida, adicione mais farinha.
- Separar a massa em bolotas e abrir com a mão em formato de disco (ou usar um rolo).
- Levar para frigideira em fogo médio até dourar dos dois lados.
